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Listen to 2011-10-09-SantoAgostinho-II by Aldo Dos Santos Dias MP3 song. 2011-10-09-SantoAgostinho-II song from Aldo Dos Santos Dias is available on Audio.com. The duration of song is 01:59:24. This high-quality MP3 track has 8 kbps bitrate and was uploaded on 20 Oct 2026. Stream and download 2011-10-09-SantoAgostinho-II by Aldo Dos Santos Dias for free on Audio.com – your ultimate destination for MP3 music.










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This transcription discusses how Saint Augustine's conversion to Christianity was unique as he first sought truth before finding it in the scriptures. Through his faith, he discovered deeper meanings and a supernatural reality beyond natural reason. This encounter with a different light, identified as Christ, brought a new perspective and wisdom. The text delves into the distinction between natural reason and faith, highlighting the transformative power of belief in accessing a higher truth. It also touches on Saint Paul's teachings on the development of a new self through faith. The narrative emphasizes the profound impact of faith on perception and understanding, drawing parallels between Saint Augustine's experience and biblical teachings. The discussion underscores the importance of examining one's faith and recognizing the presence of Christ within oneself. Bom, então, na aula passada, nós estávamos falando sobre Santo Agostinho e sobre o fato de que ele se converteu ao cristianismo de uma maneira completamente diferente do comum. Que, na verdade, ele primeiro se converteu a uma busca da verdade. E só depois de muito tempo, quando ele começou a encontrar as verdades, é que ele percebeu que essas verdades estavam na feira das escrituras e em uma quantidade muito maior. E que não só isso, mas que no próprio evangelho, Cristo disse que ele era a verdade. Que, por coincidência, era justamente o que ele estava há anos procurando. E, um belo dia, ele começou a crer na feira das escrituras, pelas evidências que ele já estava encontrando. E ele começou a perceber, inclusive, que as sagradas escrituras estavam cheias de sentidos mais profundos, que não são imediatamente visíveis. E ele percebeu, também prestando o dele, que depois que ele começou a crer, ele começou a enxergar essas coisas com muito mais facilidade. E que isso era mais impressionante. Não só o fato de que nas sagradas escrituras havia muito mais verdades do que o que ele estava procurando, como pelo fato de que, depois de ele crer, ele começou a enxergar muito melhor. E que, inclusive, isso estava escrito na própria sagrada escritura. No evangelho de São João, logo no início, diz que aqueles que o recebessem, os que crescem nele, Deus lhe daria o poder de se tornarem filhos de Deus. E lá estava escrito, então, que receber o Cristo seria feito através de crer nele. E em outros lugares estava escrito que o Cristo era a luz, a luz que ilumina os homens. Essa maneira de receber o Cristo é através da fé. E ao a gente receber o Cristo, o Cristo é uma luz. E ele mesmo estava percebendo que, ele crendo, surgiu uma luz. E ele entendia muito mais que durante todos os anos anteriores da vida dele, que ele estava tentando usar a luz dele. Então, ele dizia, não só encontrei o Cristo, como encontrei a própria sabedoria. Aliás, também está escrito isso na sagrada escritura, que o Cristo é a sabedoria de Deus. E o São Paulo, na primeira Epístola aos Coríntios, ele diz que os judeus pedem milagres e os gregos estão buscando a sabedoria. E eu não estou nem fazendo uma coisa nem outra, eu estou pregando a Jesus crucificado. Só que na página seguinte ele diz, mas na verdade é de sabedoria que eu estou falando. Porque o Cristo crucificado e o Cristo do qual eu estou falando, ele é a sabedoria de Deus. Ele é uma sabedoria que estava oculta para os homens e que agora foi revelada graças ao meu Espírito Santo. E é dessa que eu venho falar para as pessoas. Então, a própria sagrada escritura fala que o conhecimento do Cristo que vem pela fé, ela é uma sabedoria. E a gente tinha visto na aula anterior que um dos efeitos que se espera da sabedoria é justamente a iluminação da mente. E nós fizemos um raciocínio longo na segunda aula para mostrar como que o Aristóteles, ele mostra que depois que se alcança a sabedoria, essa sabedoria tem um efeito reclamativo na própria estrutura básica de como a inteligência humana funciona. O estudo que o Aristóteles chama de sabedoria, que é depois que se cultivam todas as ciências, se alcança através da filosofia a própria natureza da causa primeira, esse estudo e a consequência do mesmo movimento dele, tem estruturalmente um efeito sobre os primeiros princípios que a inteligência humana usa para fazer os raciocínios comuns. E todo mundo sabe que quando você enxerga os primeiros princípios mais profundamente, você enxerga muito mais rapidamente todas as consequências e muito mais claramente as consequências que dali derivam. Quer dizer, tem pessoas que talvez tenham feito ciências exatas, que devem, conversando com professores que fazem pesquisa, devem ter visto, conversam assim, que alguém demora um ano de estudo para desconciar que está chegando em uma conclusão. E aí, tem a surpresa que um dia, conversando com um colega, disse, colega, eu queria conversar com você, é uma discussão entre nós, faz um ano que estou desenvolvendo isso, isso e isso, e estou quase chegando nesse ponto. Aí o colega, sem mais nem menos, disse, mas é óbvio, você está dizendo aqui, chega disso, nisso e nisso, a prova é essa, e além disso, tem mais isso e aquilo. E aí o indivíduo fica pasmado com o que ele demorou um ano, e o colega, em cinco minutos, desenvolve tudo aquilo, chega com certeza a conclusão que ainda não está clara, inclusive quer levar conclusões. Será que é porque o outro tem um QI maior? Pode ser que sim, pode ser que não, mas o verdadeiro motivo deve ser porque o indivíduo, primeiro, estava demorando um ano, provavelmente não estava enxergando os princípios do qual ele estava partindo com a mesma clareza que o segundo estava. Pode ser que é porque o outro é mais inteligente, ou pode ser que o outro, por algum motivo, resolveu se dedicar a um exame daqueles princípios mais a fundo. Então ele tirou mais rapidamente esse ponto de ordem. E o Santo Agostinho ficou pasmado com o que a fé produz uma coisa semelhante. E o problema, que justamente nós estávamos colocando, é que, através dessa fé, e através dessa testa, o que ocorre é um contato com uma realidade sobrenatural, que é o próprio Cristo. E essa realidade sobrenatural é uma luz que é maior do que a luz da razão natural. Inclusive, nós estávamos dando como exemplo de que existe essa luz, um próprio texto do meio do livro da Espírita de Deus, onde Santo Agostinho diz que a sociedade humana é dividida em duas sociedades, e apenas duas, de homens completamente diferentes em seu gênero. E alguns são os homens que seguem essa luz e vivem nessa luz, e os outros são os homens que se recusam a enxergarem essa luz. Tal como o trabalho deles com os homens, que alguns receberam e outros não receberam. E isso faz com que haja, na verdade, duas cidades que estão dentro da outra, duas civilizações que estão dentro da outra, compartilhando fisicamente o mesmo local, mas de pessoas que pertencem a mundos diferentes, que enxergam coisas diferentes, e completamente diferentes. E tal que, se a história, se na civilização humana predominasse um ou predominasse outro desses elementos, que o curso da história e a própria característica do desenvolvimento da história seriam completamente diferentes um caso no outro. E isso se deve, que nós estávamos comentando ainda, ao fato que, na verdade, isso tem uma base ontológica e psicológica. Na verdade, os seres humanos, eles podem agir, ou eles podem entender as coisas com base na luz da razão natural. Que, em última análise, conforme a gente estava vendo na segunda aula, e por isso que é importante que a gente revisar todas as aulas, a luz da razão natural, em última análise, é a percepção do ser das coisas materiais. É a consciência de que as coisas que a gente está vendo, elas existem. É a consciência de que nós existimos e de que existe uma diferença entre o nada e as coisas que nós vemos. Isso, um computador não é capaz de fazer. Um computador não é capaz de enxergar que ele existe. E, muito menos, um animal é capaz de perceber que ele existe. Não sei se foi aqui que nós comentamos que você pode fazer essa experiência com um cachorro, deixar o seu cachorro trancado dentro do carro cinco horas. Quando você abrir a porta, ele vai pular no seu pescoço e fazer carinho. Mesmo ele lembrando que foi você que trancou ele dentro do carro. Se você fizer isso com um ser humano, até com um ser humano querido, com a sua esposa adorada, você não vai ter certeza que a reação vai ser a mesma. E não é porque a esposa fica menos do que o cachorro. É porque a sua esposa é um ser humano e ela tem consciência do ser. E o cachorro não tem. Então, essa daí, a luz do ser, é basicamente o mecanismo da razão natural. O que o Santo Augustino descobriu, atualmente, e que nós também descobrimos, quando nós nos tornamos cristãos, só que, normalmente, nós diluímos isso em muitas outras experiências. O Santo Augustino poderia ter procurado, acima de tudo, a verdade nua e crua, e ele conseguiu perceber isso de uma maneira como, até aquele momento, ninguém na igreja tinha percebido, e provavelmente nem nas outras igrejas cristãs, na tradição grega, nas igrejas católicas orientais, na igreja ortodoxa, e muito menos na evangélica. Então, é uma experiência quase que única na história humana, no nível em que ela se deu. Exatamente por ele perceber isso, quando ele se converteu, esse ponto chamou a atenção dele de uma forma muito dramática. Ele percebeu que, além da luz da razão natural, os seres humanos têm acesso a uma outra luz, que não é da razão natural. É uma luz que vem de fora, e é uma luz que realmente existe, e que, por algum motivo, ela se revela quando as pessoas creem. Ela começa a se revelar quando as pessoas creem. Mas é outra que se acrescenta. E a gente também comentou que São Paulo também fala coisas bastante parecidas. São Paulo fala de um homem velho e de um homem novo. E que o homem novo, ele vai se desenvolvendo dentro de nós, através da fé. E os textos onde São Paulo fala disso são inúmeros. E muitas vezes, justamente porque às vezes nós não temos uma familiaridade com essa luz, nós não percebemos o real significado dela. Então vocês vejam, por exemplo, a segunda Epístola de São Paulo aos Corintios, capítulo 13, verso 5. Se alguém está com a dúvida aí, se não estiver, anote e depois examine. São Paulo, ele fala de uma coisa que a maioria de nós deve ter pulado sem perceber o que ele estava dizendo. Ele diz assim, examine a vós mesmos e vejam se estáis a fé. Provai-vos. Então ele está perguntando aos Coríntios, por favor, examinem a vocês mesmos, vejam se vocês estão a fé. Provem vocês mesmos. Aí ele diz, então, vocês reconhecem ou não reconhecem que Jesus Cristo está em vós? Pelo que a gente falou na aula passada, a relação entre as duas coisas é evidente. Que se a gente vive da fé, a gente está em contato com essa outra luz que não é a luz da pessoa natural. E essa luz é o Cristo. Então ele pergunta, examine a vocês mesmos, vocês estão ou não estão na fé? Provem. E aí ele pergunta, então, vocês percebem que Jesus Cristo está em vocês? Aí ele diz, a menos que vocês não tiverem sido aprovados no exame. De que exame que ele está falando? Do exame da fé, que ele mandou fazer antes. Aí então, vocês reconhecem ou não que Jesus está em vós? Vocês reconhecem ou não que Jesus está em vós? Aí alguém diz, olha, não sei, eu não percebo. Ele diz, bom, sim, mas aí, e aquele exame que você fez? É, mais ou menos, pois é, é por isso. Se você vivesse da fé, como o Santo Augustino começou a dizer, você perceberia. E aí ele continua. Se vocês não percebem, pelo menos eu espero que vocês reconheçam que somos aprovados. Quer dizer, eu espero que vocês reconheçam que, pelo menos eu, a função que sou cósmico de Cristo, eu vivo dessa fé e é o Cristo que vive em mim. Então, se vocês não conseguem reconhecer que vocês passaram no exame, então pelo menos eu tenho um crédito que eu, São Paulo, passei. Então, é evidente que São Paulo está falando da mesma coisa que o Santo Augustino estava transferindo. E se a gente pega essa mesma epístola um pouquinho antes, capítulo 5, verso 14, ele diz assim, Irmãos, o amor de Cristo nos compele quando consideramos que um só morreu por todos e por conseguinte todos morreram. Ora, Jesus morreu por todos para que aqueles que vivam não vivam mais para si. Mas para aqueles que morreram, recusitou por eles. Parece uma bagunça. Inclusive, eu já vi alguns textos de bom filólogo que, quebrando a cabeça, como é que pode de uma coisa se deduzir a outra? Ele diz, São Paulo diz assim, Ora, se um só morreu por todos, por conseguinte todos morreram. Se Jesus morreu por todos, então por consequente todos morreram. Ele morreu por todos para que aqueles que vivem não vivam mais para si. Mas para aqueles que morreram, ele recusitou por eles. Então, a pergunta que às vezes se faz, como é que pode, se Jesus morreu por todos, você deduzir que então todos morreram? É muito simples, é só a gente pensar um pouquinho nisso que a gente acabou de falar. Jesus morreu por todos para merecermos a graça. Quando ele nos pega essa graça, ele nos merece a graça justamente para que através dessa luz, através da fé, a gente morra para o homem velho. E a gente começa a viver para o homem novo. Então, através da fé, começa a morrer o homem velho e começa a morrer o homem novo. Se Jesus morreu por todos, então agora todos tem que morrer por eles. E essa morte é justamente através da fé. E é o que ele diz, olha, ele morreu por todos para que todos aqueles que vivem não vivam mais para si. Vocês não lembram que São Paulo, que são as Galáxias, fala a mesma coisa? Não sou mais eu que vivo, mas é o Cristo que vive em mim? Ora, o Cristo vive em mim pela fé que eu tenho no Filho de Deus. Então, aqui ele está aplicando a mesma frase que ele aplicou nas Galáxias para ele mesmo, aos corintios. Ele morreu por todos para aqueles que vivam não vivam mais para si. Então, aí ele diz, por isso, Dora, estamos aqui, além de quem julgamos segundo a carne. Ou seja, daqui para frente, eu não vejo mais naqueles que creem apenas o homem velho. Eu vejo Jesus que vive neles. E aí continua. Mesmo se conhecemos a Cristo segundo a carne, agora já não o conhecemos assim. O conhecemos de outro modo. Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. Passaram-se as coisas antigas, eis que se fez uma realidade nova. Ele está falando, em tudo isso, da renovação que ocorre, primeiro na mente humana, através da fé. E através da fé vem justamente esta luz, que não é a luz da razão natural. É uma luz sobrenatural que eleva a mente a enxergar clarissimamente, principalmente, os primeiros princípios das coisas. Com uma força, uma penetração muito maior. Geralmente, as pessoas que se conversem, elas se conversem porque levaram uma vida má. E elas se conversem porque, diante do desordem que elas vivem, vem a beleza das virtudes cristãs, moral cristã. E eles mudam de vida, e começam a acertar os próprios costumes, o próprio modo de viver dentro da família, dentro da sociedade. Começam a ordenar as paixões, e eles percebem que mudaram. Mas, por que o Santo Agostinho não estava diretamente interessado nisso, mas estava interessado na verdade? Ele percebeu onde que era a veia que a injeção tinha sido dada. Porque, na verdade, essa transformação dos costumes, ela depende de uma transformação que se dá na própria mente. E é essa que o São Paulo está falando aqui. Ele mesmo diz, sim, nós conhecemos o Cristo segunda tarde, mas agora já não o conhecemos a fim. Se alguém está em Cristo, você veja que a mesma epístola onde ele diz, vejam se vocês creem, façam o exame, se vocês vivem na fé. Então, vocês percebem ou não percebem que o Cristo vive em vocês? Ah, você não percebe? Então, você não está fazendo o exame. E aqui, ele está se referindo, na mesma carta, ao mesmo. Se alguém está em Cristo, através da fé, através dessa luz, que ela é real. Ela é uma nova criatura. E essa criatura, ela vai se desenvolvendo na medida que o homem velho vai morrendo, e na medida que a gente, vivendo cada vez mais a fé, nós vamos nos acostumando a, em vez de usar a razão puramente natural, a gente usar essa outra razão que prova natural e vê mais homem. Então, na verdade, o homem novo, ele vai se renovando na medida que a gente vai crescendo espiritualmente, se a gente se esforçar para isso. E na medida em que isso vai acontecendo, isso não só tem consequências na vida pessoal, mas tem consequências inclusive na própria sociedade. É uma nova sociedade que vai surgindo, é uma nova civilização que vai surgindo. Que, na época do Santo Agostinho, ele, no livro da Cidade de Deus, ele disse, olha, no momento existem duas civilizações aqui dentro do Império Romano. Tem a Cidade de Deus e a Cidade dos Homens. As duas estão convivendo lado a lado. E eles não percebem que são duas coisas completamente distintas. A civilização do homem novo, onde nem todos são completamente novos. E a civilização do homem velho, onde geralmente a maioria é completamente velha. E antes da gente prosseguir, eu queria apenas fazer algumas repetições sobre esse ponto, porque é muito importante para que a gente possa entender o que vem depois. A gente comentou na outra saga, que essa luz que brilha nos homens, que é a luz da graça, que era Jesus. Porque a própria sagazem espiritual fala que o próprio Jesus diz, eu sou a verdade. Diz que vocês que meditarem nas minhas palavras, vocês encontrarão a verdade. E ele também diz, eu sou a luz, a luz que brilha sobre os homens. E o próprio São Paulo fala isso. E os textos onde ele se refere a essas coisas, são inúteis, se a gente souber mesmo. E aí a gente diz, bom, nós precisamos refletir um pouco sobre isso, trazer a seriedade desse ponto, antes de poder continuar a marcha do nosso fim. Como que essa luz pode ser Jesus? Evidentemente, vocês vão dizer, não é Jesus mesmo. Que Jesus, ele nasceu em Belém, morreu, foi crucificado, ele está na Eucaristia. Mas quando eu creio, e eu percebo que eu enxergo as coisas, isso com certeza é uma metáfora. Não é Jesus, nem o Verbo. Isso daqui é simplesmente uma meditação, é um modo de dizer. E eu queria que vocês refletissem, eu disse na aula anterior, ouvissem os textos, procurassem lembrar o que vocês já leram na Sagrada Inscritura. Vocês percebam que não é uma metáfora, e não é uma meditação. Essa luz é aquilo que a gente chama da própria Graça. O primeiro efeito da Graça é que a gente possa enxergar as coisas de uma maneira mais profunda. Mas não é só a Graça no seu sentido genérico. Quando eu estou dizendo que é o Cristo, é porque é Cristo mesmo. Vocês lembram da citação que a gente teve na Confissão de Santo Agostinho. Deus não está longe de nós. Deus não criou as almas e deixou elas abandonadas. Ela está muito distante, está muito perto. Toda vez que alguém saboreia a verdade, Deus aí está. E não se trata também de ser o Cristo no sentido de que é um Cristo genérico. Talvez alguma ideia universal do Cristo, o homem universal, o Cristo universal, não é nesse sentido. É no sentido exato do termo. A tradição cristã fala, Santo Agostinho fala, São Paulo fala e São Tomás fala. É a segunda pessoa da Santíssima Trindade, é o Deus do Cristo. Não é nada genérico, é uma pessoa. Então alguém poderia dizer, suponho que seja assim, mas se for a segunda pessoa da Santíssima Trindade, mas então quando a gente se converte e a gente começa a viver da fé, nós deveríamos ver uma luz tremenda, como se nós estivéssemos no céu, na visão beatífica, se aquilo é a segunda pessoa da Santíssima Trindade. Então deveria acontecer alguma coisa como São Paulo na estrada de Damasco, ou daí pra cima, ou como Moisés no Monte Sinai. E não acontece nada disso. Realmente, é verdade, parece que quando a gente crê, a gente enxerga mais claro, mas nada que se pareça com o verbo de Deus. Então, aí se vocês lembram do texto que a gente liu no Santo Agostinho, na semana passada, do Dezenitado, ele disse que é o verbo de Deus, mas não é o verbo de Deus na sua intereza. Ele diz que é uma participação do verbo de Deus. Exatamente o verbo de Deus, mas que não é verdade apenas em parte. Mas é o verbo de Deus, não é uma figura, não é uma mensagem, e nem é uma coisa genérica. Só que eu queria adiantar uma coisa a mais, nós não vamos poder comentar aqui mais a fundo, apesar de ser o verbo de Deus, por mais incrível que possa parecer, não é o verbo de Deus apenas na sua divindade. Aquela luz que a gente recebe, aquela graça que nós recebemos e que vivemos nela, e que São Paulo exorta que os cristãos viriam dela, e diz que o Justo vive da fé e caminha da fé para a fé. E na Epístola aos Colossenses, em vez de falar da fé, ele diz que já que ressuscitaram com Cristo, ressuscitaram com Cristo porque através da fé a gente morreu para o homem velho estar junto com Cristo, realmente. Ele não está falando só do Cristo em sua divindade, ele está falando do Cristo em sua humanidade. E como que a gente pode saber disso? Em parte, isso deveria ser uma consequência necessária do fato de que a graça e a salvação veio para os homens, não foi através da divindade de Cristo, mas através da humanidade de Cristo. Foi o Cristo homem que salvou a humanidade. O Cristo, Deus poderia ter salvado a humanidade, Ele poderia não ter se encarnado, mas Ele quis fazer assim. Deus quis fazer com que a graça e a santidade viessem através do Cristo, do Cristo feito homem. Então, se aquela luz fosse apenas a divindade do Cristo, mesmo que participada, não seria a verdade isso. Não seria a verdade que a graça e a verdade vieram através de Jesus Cristo feito homem. E estariam indo através de Jesus Cristo, de Jesus Cristo Deus. E além disso, a própria, se também não fosse assim, a gente não precisaria crer na humanidade do Cristo, bastaria a gente crer na divindade do Cristo. E no entanto, essa graça escritura, ela diz, crê em Jesus Cristo e será salvo por sua família. E não diz que é no verbo, crê em Jesus Cristo. É uma pessoa, um filho, que é a Virgem, que aceita a divindade e tudo mais. Então, isso significa que por mais fantástico que pareça, aquela luz que a gente recebe não é apenas o Cristo em sua divindade, é o Cristo em sua humanidade. E aí, alguém pode dizer, como se isso fosse verdade? Então, toda vez que eu tivesse marco de fé, eu sentiria um osso, uma unha, um dedo, um fio de cabelo. E obviamente a gente não sente isso. E, mas isso, São Paulo, ele, na Epístola aos Conocentes, na primeira Epístola aos Corintios, aliás, ele diz assim, bem, o problema é o seguinte, eu vim entregar o Cristo para o Filho de Carlos, mas como vocês são carnais, eu não consigo explicar tudo. Então, vocês creem no Cristo justificado. Mas, para aqueles que vão mais adiantados, eu falo não só do Cristo justificado, eu estou falando da sabedoria que é o próprio Cristo. E, ou seja, ele está dizendo que na humanidade do Cristo, aonde, em sua humanidade, como diz São Paulo, e são escondidos todos os tesouros do Avisor da Divina, apesar de ele estar falando do Cristo justificado, na realidade ele está falando de sabedoria no mesmo sentido que os gregos estavam falando, só que de um modo muito maior. De fato, no Cristo, tudo aquilo que Aristóteles nos prevê, que pertence a sabedoria, você encontra as mesmas características de muito mais. Mas, Aristóteles, Aristóteles é resistido, é também salvado? Não, o Aristóteles, ele falou do conceito de sabedoria tal como pode ser desenvolvido pela razão humana, pela razão natural. E o que essas grandes estruturas da tradição cristã estão colocando, é que, apesar disso ser o arte da filosofia grega, todas as características que havia na sabedoria, tal como estava descrito na filosofia grega, que é o domínio da razão natural, ao a gente encontrar-se com o Cristo através da fé e da espiritualidade cristã, nós encontramos algo que tem as características de mais. E as duas são sabedoria, nas linhas diferentes, do mesmo jeito como existem dois seres humanos. Tem o homem velho e o homem novo. Tem a cidade dos homens e a cidade de Deus. Tem a razão natural e essa possibilidade da gente humana acessar um outro canal. Então, é a sabedoria em um canal, a impressibrância, e a outra sabedoria em um canal, a cone das três dimensões. Só que os dois são sabedoria, um maior do que o outro. E na verdade, e nós vamos ver se a gente desenvolve um pouco mais isso, é como se nós fôssemos um aparelho que pudesse trabalhar em dois canais. Tem o canal default, que todo mundo usa, a razão natural. E tem um outro canal que ninguém quer usar, mas que está lá, e que é o canal de uma razão mais elevada. E que, inclusive, quando a gente começa a usar esse outro, pouco a pouco, a gente para de usar só o primeiro. A gente vai absorvendo o primeiro e o segundo, até que, se for, os homens santos correm no segundo, incluindo o primeiro dentro deles. Aí, vem uma pergunta que talvez vocês gostariam de fazer, mas talvez, pela novidade da coisa, pela estranheza da coisa, o senhor não esteja conseguindo formular. Professor, o senhor não acha que isso é muito subjetivo? Aí, eu queria dizer para você, isso é a coisa mais real que existe. E a prova que isso é real, é aquilo que... E essa experiência que a gente está contando do santo Agostinho, do começo da vida, da conversão dele, é apenas o começo da vida espiritual. Se você acorda e você vai deixando esse homem novo se desenvolver, o resultado é o desenvolvimento da vida espiritual e que acaba produzindo a vida que a gente vê nos grandes santos da igreja, como São Francisco, São João Pouco, São Tomás de Aquino, Santa Teresa de Ávila, Santa Catarina, São Francisco de Assis, São João Evangelista, São Santão, São Bento, todas essas pessoas que, quando a gente vê a vida deles, você diz, mas isso não existe, isso eu não posso acreditar. Uma pessoa que faz isso, isso daí só pode ser... Só pode ser... Eu conto um milagre. Santo Inácio de Lorola, São Francisco, Xavier, aqueles milagres absolutamente fora do comum que a gente vê na história deles, e que na verdade você vê que são os mesmos milagres que você vai ver na história do Elisa, do Moisés, do Isaías, do Eliseu, no Velho Testamento, no Novo Testamento, e... é o desenvolvimento dessa luta. Começa com essa luta e ao Cristo. Se você deixa de desenvolver, vai desenvolver de uma maneira que não dá para negar mais que é real. Ou você tanto toca uma banheira, se é absurdo, você tanto toca uma banheira, ou então, a gente tem que admitir que, no começo, no começo, a diferença pode ser pequena. E, às vezes, a gente precisa de sensibilizar o tropeçadeiro. O Santo Agostinho teve uma sorte que o modo especial com que ele se converteu permitiu ele enxergar isso de uma clareza frondosa. E, mas, se você deixar desenvolver, a diferença vai se tornando tão grande que não dá para negar mais. E, isso, a gente vê, também, falado dessa maneira na Escola de Sagradas Escrituras. Então, vocês anotem aí, para quem não tem a Sagrada Escritura, um texto para vocês verificarem. Aqui diz que, em aula da quinta, Jardim vai cantar isso mais de um milhão de vezes. Mas, nunca é demais. Romano, número 17. É aquele texto de São Paulo, quando ele escreve a carta ao Romano, ele ainda não esteve em Roma nenhuma vez. E ele, e ele diz para os romanos, que ainda não ouviram a pregação dele, o que ele vai fazer em Roma? E ele diz, eu vou pregar o Evangelho. E o Evangelho que eu vou pregar é um poder que vem do alto. Então, não vou ficar falando em teoria. O Evangelho que eu vou pregar é um poder que vem do alto. E esse poder, esse poder, ele vem sobre as pessoas que creem. Porque os homens justos, isto é, os homens santos, eles vivem da fé. E eles caminham da fé para a fé. Caminham da fé para a fé significa que, na medida em que eles vão descendo da fé, eles vão crescendo de uma fé pequena para uma fé maior, para uma fé maior, para uma fé ainda maior. Até que eles vivem totalmente na fé. Que é o que acontecia com ele, quando ele diz, não sou mais eu que vivo, mas é o Cristo que vive em mim. Como? Muito simples, está na frase seguinte, na Cristo das Galas. O Cristo vive em mim, toda fé que eu tenho no Filho de Deus. E na Epístola aos Coríntios, ele diz, examinem vocês, meus coríntios. Eu já estive aí três vezes, eu vou na quarta e vocês vão ver a bronca que eu vou dar. Vocês examinem se vocês vivem na fé. Examinem mesmo. Então, vocês percebem que o Cristo vive em vocês ou não? Não percebem? Então é porque vocês não passaram, não examinam. Certo? Então, São Paulo ele diz, que aos romanos, o evangelho que eu vou pegar para vocês, é um poder que vem de Deus. E esse poder ele age sobre aqueles que creem. E os homens santos são aqueles que vivem na fé e caminham da fé para a fé. E com isso, esse poder se manifesta cada vez mais acentuadamente. E aí só, não falou para os romanos, porque ainda não foi lá pessoalmente, a vontade dos outros, que esse poder ele é o próprio Cristo. Quando São Paulo escreveu ao romano, ele ainda não tinha ido nenhuma vez. Então ele falou de um jeito mais genérico, é um poder. Mas nas outras cartas, ele diz, Cristo é o poder de Deus. E Cristo é a sabedoria de Deus. Então ele está identificando claramente quem é o poder. E depois, 50 anos depois, São João também dizia, aqueles que creem, devem o poder de se tornarem filhos de Deus. É, 50 anos depois, São João. O evangelho de São João é 50 anos. Quer dizer, veja como que bate uma coisa para a outra. São Paulo diz, São Paulo diz, que o evangelho dele é um poder do alto, que vem sobre aqueles que creem. E 50 anos depois, São João diz que aqueles que creem, Deus lhe deu o poder. Ele pediu a Deus o poder de se tornarem filhos de Deus. É a mesma linguagem. E em outros cantos, para não deixar a coisa confusa, São Paulo diz, Cristo é o poder de Deus. E em outros cantos, ele diz que Cristo é a sabedoria de Deus. E aí, a gente pode ainda ir mais longe e dizer assim, mas professor, tudo bem, é um poder, etc. Mas isso é subjetivo. Você, é assim que você faz sugestão para as pessoas. E é verdade, é assim que a gente faz sugestão para as pessoas. Inclusive tem um teste que tiveram recentemente, que estão descobrindo que o placebo, ele é muito efetivo. E começaram a fazer teste com placebo, e descobriram que o placebo cura. E que tem gente que vai tomar placebo e começa a parar. E que inclusive descobriram que quando o placebo é injetado na veia, ele é mais efetivo. A possibilidade de cura, se você dá um placebo no equadro incomprimido, é menos eficiente se você dá ela com uma injeção intravenosa. E para melhorar a eficiência, se você, na hora que você dá o placebo, você faz uma consulta médica, com um azental, cetoscópio, e num consultório bem equipado, e depois você chama o assistente para dar o placebo na veia, é que o efeito é o mais dramático de todos. Então, aí a gente diz, mas o que que garante que não é isso? Primeiro, não é só porque a experiência mostra que você pode tomar placebo à vontade, você nunca vai virar São João Bosco, nem São Francisco de Assis. Então aquilo está além de qualquer subjetividade. Mas tem uma história no Evangelho, que ele mostra que isso não é subjetivo. Que é a história da mulher que padece refluxo de sangue. Vocês lembram que tinha uma mulher, que tinha uma regia, e que ela soube que o clipe ia passar, e ela veio se encontrar no Cristo, e ela pensou com ela mesma, que se ela colocasse a mão no Cristo, ela ficaria curada. E aí ela se aproximou e tocou no Cristo, e ela ficou curada. O curioso é que na hora que aconteceu isso, o Evangelho diz que o Cristo sentiu uma força, sentiu uma força sair de dentro dele. E aí ele perguntou quem lhe tocou. Se isso daí é um dos maiores testemunhos, isso não é uma sugestão. Porque você pode se auto-sugerir que se você colocar a mão no poste, você vai ficar curada. Aí você vai lá no poste e você fica curada. Mas quando é sugestão, se você fizer uma análise da estrutura do poste, você não vai ver nada. Não aconteceu nada com o poste. Aconteceu só com você mesmo. Você não vai ver um raio atravessando um poste, deixando uma rachadura, porque a pessoa que auto-sugestionou, tocou no poste, e aí o poste, inclusive, rachou internamente. E aqui nesse milagre, se isso fosse auto-sugestão, o Cristo nunca teria percebido coisa alguma. Foi o Cristo que percebeu que saiu a força de dentro dele. E inclusive ele perguntou quem lhe tocou. Então, essa história, ela está no Evangelho, porque justamente, o Cristo, enquanto ele estava vivo, ele quis demonstrar a sua missão através dos milagres corporais. E agora que ele está ressuscitado, e que a gente pode se aproximar dele através da fé e da caridade, ele agora não quer mais curar as doenças corporais. Ele quer sanar as almas da gente. Ele quer transmitir essa luz. Então, por essas e mais milhões e milhões de motivos, eu queria que a gente percebesse que nós estamos falando da realidade efetiva. E que essa realidade faz parte da essência do Evangelho. Não é apenas uma doutrina interessante, sublime, como se fosse uma filosofia qualquer. Existe alguma coisa muito maior ainda. O problema é que ainda não fica claro como é que pode nessa luz estar o verbo de Deus e a humanidade do Cristo juntos. E isso, entendo bem, que eu vou ficar devendo porque a gente precisa gerir muito mais aula. Mas eu volto a convidar que quem quiser saber depois poderá vir se afrontar o curso na quinta-feira aqui na Paróquia Vizinha, onde a gente já está desenvolvendo esse assunto há uns três anos e é mendaculoso. E outros assuntos. De qualquer maneira, a gente pode começar, cada um de nós, a perceber alguma coisa disso, do mesmo jeito como aconteceu com Agostinho. Se a gente crer, a gente vai perceber que vai haver uma luz. Vai haver um entendimento. E se a gente não crer? O que a gente faz? Então, troca-se com Agostinho também, pega a Bíblia e começa a ler a Bíblia. Ponta a ponta. Medite na Sagrada Escritura. De noite. Uma hora, você vai encontrar o Cristo. Então, alguém vai dizer a essa pessoa, eu não preciso meditar na Sagrada Escritura para encontrar o Cristo. É só olhar no índice. Jesus Cristo, página 500. Evangelho de São Mateus. Capítulo tal, número tal. Ele nasceu e morreu. Isso daí não demora mais do que um minuto. Obviamente, não é nesse sentido. Tá certo? Não é nesse sentido. É no sentido que os santos padres, depois de Agostinho, começaram, depois de Agostinho, começaram a falar que quem conhece a Sagrada Escritura conhece o Cristo. Quem ignora a Sagrada Escritura ignora o Cristo. Não é porque a Sagrada Escritura está dando a biografia do Cristo. É porque é um outro modo do Cristo se manifestar. É o Cristo, o poder de Deus e a sabedoria de Deus. Do mesmo jeito com essa carta escondida que eu acabei de ler para vocês. A gente acabou de citar Capítulo 5, segundo as Coríntios, verso 16. Ainda que conhecemos o Cristo segundo a carne, agora não é mais assim que o conhecemos. Então, é nesse outro sentido. E se a gente procurar na Sagrada Escritura e vai chegar uma hora que quem busca, acha e nós vamos acabar encontrando o Cristo nesse outro modo. E... Ah, inclusive... É... Eu... É... É... Inclusive, eu sei que tem várias pessoas aqui que são alunos de... um professor brasileiro que mora nos Estados Unidos, o professor Olavo. E eu queria chamar a atenção de vocês uma coisa muito curiosa. Que quando o Olavo começou as aulas dele e começou o site dele, ele colocou logo no início do site uma dedicatória que se diga assim a sabedoria divina. E um dia ele pegou um texto do livro da sabedoria e diz que o dia sucede à noite mas a sabedoria ela jamais puxa. E nada pode vencer a sabedoria nem a maldade. E até hoje está lá. Não sei que ele estava sabendo ou não, quando ele colocou aqui, mas, na verdade, ele colocou o site dele debaixo da tutela do próprio Cristo. Que... vai, pouco a pouco, se manifestando como essa sabedoria pessoal que o Santo Agostinho foi vendo. Diga. Exatamente. Sim. Sim. Sim. Não, eu não estou reparando. Estou juntando. Se alguém está entendendo que eu estou reparando, é o contrário. Estou fazendo exposição em ordem para tentar mostrar que são injustas. Está juntando. Então, Carlos, quando o Santo Agostinho tinha a trata, a luz do Cristo, teve a humanidade do Cristo, ele estava esperando para a humanidade do Cristo. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. Sim. 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E ele encontrou em Santo Agostinho uma obra completa, que vestava sobre todos os assuntos, sobre todos os aspectos da vida cristã, e que, principalmente, tinha uma coisa de diferente dos demais santos padres. Tinha esse desejo, não apenas de uma espiritualidade profunda, mas em uma busca da verdade que a gente não vê, não vê igual em toda história. Vocês podem ver isso, por exemplo, como isso é diferente, mesmo dentro do cristianismo, se vocês refletem um pouco sobre a obra primeira do Santo Agostinho, que é um livro que chama-se De Trindade, é um tratado sobre a Santíssima Trindade, que ele gastou 15 anos para escrever. E ele só publicou, depois de 15 anos, porque não estava pronto. Porque alguém entrou na casa dele e roubou os manuscritos. Vocês vejam que coisa incrível. É o único caso na história que eu vejo um ladrão invadir uma casa para roubar um livro. Eu já vi um professor que morava aqui no Brasil, que ele morava numa rua, era uma rua fechada, e toda semana tinha um assalto. Alguém olhava as casas e percebia quando alguém tinha saído. Naquele fim de semana aquela casa era assaltada. E todo mundo colocava cadeado, sistema, alarme, contratava, guarda, etc. E ainda assim o assalto vinha. Só esse professor que nunca fez nada. Só que na casa dele só tinha amigos. E quando passaram vários anos e todas as casas foram assaltadas, a dele não tinha cadeado, não tinha porta, não tinha fechadura, nunca nenhum ladrão teve a menor indireção de entrar lá dentro. Porque, muito simples, não existe caso na história de um assalto para roubar livro. Exceto esse. Depois de 15 anos um ladrão entrou na casa do São Augustino para roubar os manuscritos. E para ver. E aí o São Augustino ficou com medo que o ladrão pudesse adulterar o texto dele. Então ele resolveu publicar rapidamente, fazer as últimas arranjas. E disse, eu lamento publicar do jeito como está. Fazia 15 anos que eu estava trabalhando nele. Mas eu estou publicando agora porque alguém roubou o meu livro. E eu não sei o que ele está pretendendo fazer com isso. Então. Não existe mais ladrão. Como eu já disse. Agora, a coisa mais notável desse livro é o seguinte. Por que o São Augustino escreveu esse livro sobre a Santíssima Trindade? Porque a Santíssima Trindade foi o tema mais polêmico dos 300 anos do Estado de Cristianismo. Nos primeiros 300 anos do Estado de Cristianismo não se falava outra coisa a não ser da Trindade. Se falava de outras coisas. Mas esse era o tema que dava as maiores contrapessas. O primeiro concílio de Emisséia foi por causa da Santíssima Trindade. E o segundo também, de Constantinopla, o segundo concílio é polêmico, foi da Trindade. E todos os santos padres especulavam sobre a Santíssima Trindade. Porque era um assunto que estava sendo atacado. Era objeto de contrapessas, era objeto de heresias. E eles se preocupavam muito com esse assunto. Depois que foram feitos os dois primeiros concílios. E que a igreja tomou posição sobre o dólima da Santíssima Trindade. Os santos padres pararam de escrever sobre a Santíssima Trindade. Pelo menos com aquele vítima. E quando o assunto já estava sereno e sedimentado. 50 anos depois, o Santo Agostinho começou a se preocupar com esse assunto. Num grau infinitamente maior que todos os santos padres anteriores tinham feito. Quando não havia mais polêmica. E quando todo mundo achava que o problema já estava resolvido. Quer dizer, isso é uma coisa tremendamente inacreditável. Tremendamente extraordinária. A gente perceber a diferença da própria mente dessas pessoas. Que os outros santos padres estavam preocupados. Mas no fundo, eles queriam resolver o problema da igreja. Queriam resolver uma controvérsia. A controvérsia acabou, se resolveu. Não parecia haver maiores problemas a resolver. E justamente aí, quando não havia mais problemas no horizonte. Surge alguém com um texto que é infinitamente mais complexo do que tudo o que se fez antes. Como se a controvérsia ainda estivesse no seu máximo. E na verdade, toda essa controvérsia não estava em lugar nenhum. Ele estava no coração daquele homem. Que estava dando um exemplo e uma busca acirrada do conhecimento das coisas. Como nunca se viu até hoje. Então, só aquele livro da Tindade. Escrita dessa maneira, nessas circunstâncias. Quando é bem assimilado. Porque a gente precisa ter uma certa versatilidade nesse assunto. Quando a gente não percebe a grandiosidade dele. Mas só isso já põe os leitores e a igreja que foi se instruindo na fé cristã. Através da coleção da obra do Santo Augustino. Só isso colocava essas pessoas com uma propensão a buscar a essência, o âmago e a profundidade das coisas. Como nunca se viu antes na história humana. Mesmo dentro da igreja. Então, óbvio, isso só podia resultar em uma civilização completamente diferente. Que é aquela que a gente tem hoje. No fundo, quando a gente está nas universidades fazendo pesquisa, procurando a verdade das coisas. Ainda que num nível tão primário que a gente faz em relação ao da sabedoria. No fundo, a gente está seguindo os passos desse homem. Mas, ao mesmo tempo, eu quero mostrar pra vocês. O Santo Augustino colocou a igreja latina num nível de entendimento da fé cristã mais profundo que as outras comunidades. É uma coisa parecida com o que a gente vê em matemática ou em computação. Você, em computação, quando surgem os primeiros programas de computador. As primeiras linguagens de programação, elas são extremamente complicadas. Você precisa estudar horrores pra conseguir fazer com que os computadores façam o jogo da velha. E aí, um belo dia, alguém descobre uma linguagem de um nível mais elevado. Que incorpora a anterior e que consegue, de uma maneira mais fácil, fazer coisas mais complexas. Sem você precisar perder todo aquele tempo que você usava antes. E a história recente da computação é uma série de linguagens de nível mais complexo. Pra você conseguir fazer de nível mais elevado, pra você fazer coisas mais elevadas. De uma maneira mais fácil e com mais eficiência. E com menos tempo. Na matemática também existem coisas semelhantes. Porque existem teorias matemáticas que incorporam as ideias anteriores num nível mais alto. E permite com que você enxergue mais longe e menos tempo. E você possa desenvolver outras ainda assim. Então o Santo Agostinho fez com a igreja, a igreja latina, principalmente uma coisa desse tipo. As pessoas que foram entrando, aproveitando que o mundo tinha acabado. E que você não precisava mais estudar os clássicos da literatura grega, os clássicos da literatura pagã. Os clássicos da literatura latina, retórica, etc. O mundo já tinha acabado ali, só sobrou a igreja. A igreja começou a mergulhar nas sagradas escrituras dentro desse padrão mais elevado. E dentro desse desejo que ia sendo colocado nos próprios estudiosos. De uma busca de uma verdade cada vez maior. No fundo, isso é algo que Jesus tinha profetizado na história da igreja. Quando ele disse que a igreja é semelhante a um campo onde um homem saiu a semear. E naquela mesma noite, o seu inimigo foi e semeou o joio. E aí o joio e o trigo foram crescendo simultaneamente. Até que um dia, no fim do mundo, vai vir a colheita. Quando os dois estiverem plenamente evoluídos. Então Jesus foi colocando nessa parábola aqui. Ele mesmo concedeu para a igreja como algo que ele tinha plantado. E que iria crescendo e evoluindo e amadurecendo. O santo Agostinho foi uma parte importante desse crescimento. Que deixou uma marca muito profunda. E óbvio que dentro dessa concepção que o santo Agostinho colocou do modo de como ser introduzido nos Espíritos dos santos padres. Isso é uma concepção extremamente fácil de você incorporar dentro dela todos os resultados da filosofia grega. Coisa que com os teólogos do Oriente é quase impossível. Para os teólogos do Oriente, da igreja oriental, filosofia grega e teologia cristã. Você não consegue misturar uma com a outra. Nesse modo que o santo Agostinho construiu, para dizer algumas coisas. Você com uma facilidade tremenda, você podia pegar todos os resultados melhores da filosofia grega, colocar-se para dentro e fazer um upgrade. A ruta da razão sobrenatural. E foi o que aconteceu. E na medida que o tempo foi passando. Na medida que o tempo foi passando. Você no Ocidente, a história do Ocidente durante esse tempo. Apesar de todos os percalços, foi nitidamente uma construção da cidade de Veneza. Então o mundo tinha sobrado, sobrou a igreja. A igreja em grande parte estava se guiando na sua introdução aos estudos teológicos e na sua espiritualidade no texto do santo Agostinho. E foi se construindo os fundamentos de uma civilização cristã. Uma civilização baseada no homem novo. E quando chegamos no ano de 1100 mais ou menos. No ano de 1100 mais ou menos. Onde vários outros santos padres tinham surgido depois do palco do santo Agostinho. A maioria deles fortemente influenciados pelo santo Agostinho. Surgiu em Paris o mosteiro de São Vítor. Onde lecionou o livro de São Vítor. Esse mosteiro que surgiu para o palco do ano de 1100. Ele foi fundado por um ex-professor de Teologia. Que resolveu abandonar o mundo e ser emita. Mas ele era um professor tão bom que os alunos dele foram atrás do professor. No lugar onde ele resolveu ser emita. E disseram, professor, se tu quiser ser emita tudo bem. Mas o senhor não pode dar uma aula para nós uma vez por semana? E ai ele acabou dizendo sim. E aos poucos, ai o professor falou. Bom, então agora eu faço um convite para vocês. Já que estão vindo aqui uma vez por semana para falar comigo. Vocês não querem ser emita junto comigo? Então eles fundaram o mosteiro de São Vítor. E esse homem que ele chamava Guilherme de Champon. Ele percebeu que havia um dos monges. Um mosteiro de São Vítor que era muito dotado para Teologia. Que se chamava Hugo. Foi o Hugo de São Vítor. E ele pediu para ele organizar uma escola de Teologia. E esse Hugo de São Vítor. Ele percebeu pela primeira vez. Que tinha chegado a hora. De fazer um upgrade do próprio Santa dos Quintos. Então ele escreveu pela primeira vez. Depois de mais de mil anos. Uma nova iniciativa. A primeira tentativa de reescrever uma síntese. Da doutrina cristã. Que foi o primeiro esgosto que deveria ser sobre a Teologia. E com o Hugo de São Vítor começou a Escolástica. Isso é mais ou menos. Num certo nível de comparação. Como quando a gente. Usa uma linguagem de programação. Muito primitiva. Aí nós construímos uma nova linguagem de programação. Que é muito mais potente. Que é o Santo Agostinho. E a gente vai usando durante muito tempo. Um belo dia alguém percebe. Que o tempo já estava duro. Por uma nova linguagem de programação. E ele se criou uma nova linguagem de programação. Que incorpora a velha. E ela é mais poderosa. E isso começou. Com o Hugo de São Vítor. Mas o Hugo de São Vítor não conseguiu. Terminar a coisa. Porque. No fundo. Era superar o Santo Agostinho. E isso uma pessoa só não aguenta. Fazer uma coisa dessas. Então foi um esgosto. Que levou quase 200 anos. Começou com o Hugo de São Vítor. O Hugo de São Vítor. Colocou. As linhas mestras. Foi daí que surgiu. Aquilo que a gente chama de Escolástica. A Escolástica foi se desenvolvendo. Pouco a pouco. E acabou chegando. No Santo Alberto Magno. O Santo Alberto Magno. Quase que. Que chegou perto. Mas aí foi o aluno dele. O Santo Rafael Quinto. Que acabou. Terminando a nova síntese. E a partir daí. Aconteceu uma coisa extraordinária. A partir daí. O Santo Tomás de Aquino. Virou pra igreja. O que Santo Agostinho tinha sido até aquela época. A obra do Santo Tomás de Aquino. É muito mais grandiosa. Do que a do Santo Agostinho. Apesar do que. No fundo. Ela é. Uma obra. Que é. Ela é a compilação do Agostinho. Se não a Mestre Agostinho. Não a Virgem Tomás de Aquino. O Santo Agostinho. Num certo sentido. É mais genial. Agora. É absolutamente evidente. Que o Santo Tomás de Aquino. A obra toda de Santo Tomás de Aquino. É uma obra literária de síntese. Num nível muito mais alto. Que o Santo Agostinho. Incorpora tudo o que tem no Santo Agostinho. E põe. Tudo isso num nível muito mais alto. Então. Aconteceu. Um fenômeno. Muito curioso. Desde. Desde. O começo do cristianismo. Até Santo Agostinho. Normalmente os cristãos. Eles. Tinham acesso a vida cristã. Através da sagrada escritura. E dos vários autores. Que escreveram. Até a época do Agostinho. E alguns posteriores a ele. No ocidente. A partir de Santo Agostinho. A igreja. E os santos. Inclusive. Os santos da igreja. Normalmente. Aprendiam. A ler a sagrada escritura. Não através dos santos padres. Mas através do Agostinho. Que tinha embutido os santos padres. Então normalmente. As pessoas estudavam as obras do Agostinho. E consultavam os outros santos padres. No oriente. Era o contrário. Os cristãos não estudavam as obras do Agostinho. Mas estudavam o conjunto dos outros. Quem acabava ganhando. No fim das contas. Era a gente. E isso continuou. Até a época de São Tomás. Quando veio São Tomás. Ele fez uma coisa. Tão absurdamente. Grandiosa. Que infelizmente. A gente não consegue mais imaginar isso hoje. Pessoa de um esforço. Fora do comum. Que o pessoal parou de estudar Santo Agostinho. A não ser os monjos. Agostinianos. Que estudavam mais por emoção. Porque eles eram Agostinianos. A igreja começou a aprender a teologia. Através de São Tomás. E com isso. Era uma teologia de um nível ainda mais alto. E onde tinha embutido. A síntese do Agostinho. E onde tinha embutido. E via a síntese do Santo Agostinho. Tinha a síntese dos santos padres. Então aquilo que valia antes. Que você estudando o Agostinho. Um ano. Um ano. Você aprendia mais. Do que estudando os santos padres. Durante dez. Depois de São Tomás. Para quem estudava verdadeiramente. E com fé. E para encontrar o Cristo. Porque essas pessoas. Na verdade. Eles escrevem de uma maneira diferente. Você percebe que nesses livros. Existe luz. Aquela luz que é o Cristo. De uma maneira. Absolutamente evidente. Mas nos escritos do Santo Tomás. Você. E. Se você estudar o Santo Tomás. Durante um ano. Você aprende mais. Do que estudando o Santo Agostinho. Durante dez. E mais do que estudando os santos padres. Durante cem. Apesar de que isso não dispensa. De a gente fazer essas coisas. Se dispensasse. Inclusive eu não estaria falando. Menos do Santo Agostinho. Porque o Santo Agostinho. Estava para trás. E. E. Então. A partir daí. Na verdade. A igreja cristã. A igreja ocidental. A tradição latina. Entrou num patamar. De conhecimento. De sabedoria. Absolutamente sem precedentes. E que. E que justamente. Ele. Nós éramos introduzidos. A isto. Via a obra espetacular. Do Santo Masequino. Você fazer diferente. É como. Se você. Estivesse programando hoje. Com as linguagens de programação. Mais avançadas. E aí você volta lá para o Fortran. Ou para outros. Ou você que tenta inventar a sua própria. É uma coisa que não faria. Não faria sentido. E. Então. Chegado nesse ponto. Eu tinha mais uma coisinha para falar. Mas como eu estou vendo que. Já são 5 para 10. Se eu falar dessa coisinha. Eu vou passar 12 horas. E. E. E eu estava pensando. Na semana passada. De a gente propor. Se a gente pudesse ir até as 10 e meia. Que o. Forteiro concordou. Mas. Alguém avisou que o pessoal estava querendo. Que. A gente terminasse antes das 10. E. Então. Não sei como é que fica hoje. Nós terminamos às 10. Se vocês puderem. É. Pensar na hipótese. De a gente ir até as 10 e meia. A gente poderia aproveitar mais. E. Então hoje ficamos por aqui. E. E eu. Muito obrigado por vocês terem vindo. Qual que é o lugar? O Horizonte das Próximas. O Horizonte das Próximas. E. Eu vou fazer sorpresa. E. E eu vou fazer sorpresa. Então nós estamos chegando já perto de. Hoje nós conseguimos. Por. Os dedos. Pronto a mais. Então. Então Deus abençoe a todos. A gente espera ver vocês na semana que vem. Um grande abraço.
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